Juntas de revestimento de argamassa
Ferramentas corretas e superfície bem preparada asseguram qualidade do serviço

Preparação da superfície
Após a aplicação de argamassa sobre a base chapiscada, a parede é sarrafeada para minimizar desníveis, mantendo-se a espessura prevista no projeto.

Tempo correto
As juntas devem ser executadas antes da secagem da argamassa, pois o corte em superfície endurecida deixa as juntas irregulares e prejudica o aspecto estético da fachada. O tempo até a secagem depende do tipo e traço da argamassa, das condições climáticas e da capacidade de absorção da base aplicada.

Preparo da argamassa
A preparação em um misturador de eixo horizontal melhora a homogeneização da argamassa, pois evita a dispersão de agregados e garante bons resultados de aderência. Depois de dosada, a mistura deve ser aplicada em, no máximo, duas horas e meia.

Mão de obra
Para a execução das juntas são necessárias ao menos duas pessoas: uma para segurar a régua dupla e outra para passar o frisador metálico.

Compactação
Ao realizar o serviço, é importante comprimir o fundo da junta com o frisador metálico para que a argamassa não fique porosa e não permita a entrada de água e o acúmulo de sujeira.

Limpeza final
Depois da retirada da régua dupla, as rebarbas de argamassa remanescentes devem ser eliminadas com um feltro.

Profundidade
As juntas de argamassa devem ser previstas em projeto e não podem ter uma profundidade maior do que a metade da espessura do revestimento. Para não prejudicar a estanqueidade, recomenda-se que a profundidade da junta não seja maior do que 1 cm ou 1,5 cm.
Apoio: Maurício Bernardes, gerente de qualidade e desenvolvimento técnico da Tecnisa, e Mércia Maria Semensato Bottura de Barros, professora-doutora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP (Escola Politécnica Universidade de São Paulo).
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